Escritor Zé Albano
Notas biobibliográficas
Zé Albano
Estudou, muito embora viesse a completar o curso geral dos liceus com trinta e três anos. Em finais da década de noventa aparece a escrever acrósticos, quer usando a palavra-chave, com o nome de amigos, quer usando frases brejeiras, servindo como chacota.
Em Julho de 2007, pela mão de uma amiga, entra no Recanto das Letras. Por aqui estabelece contacto com vários poetas, portugueses e brasileiros.
Em 25 de Agosto de 2007, toma parte num encontro de poesia em Almeirim, a convite da Fada das Letras, Arlete da Piedade. Entra para a União Lusófona de Letras e Artes ULLA vindo mais tarde a fazer parte dos órgãos sociais, na qualidade de vice-presidente do Conselho Fiscal.
“Nam possa mais a paixam que o que deveis fazer” – Garcia de Resende
O desejo como filosofia do corpo é o grito deste poeta que nestas páginas vai desvendando a escuma do quotidiano prazer. Trata-se da fala do falo, ainda que a pele do seu ser sensível se imponha pela sua vivência de beirão, assumida, por entre alguma timidez, de forma maliciosa e naïve ao mesmo tempo.
Mais além, Zé Albano faz jus ao seu talento, usando muitas vezes o famoso seu acróstico, ousado, demonstrando a sua mestria ao apresentar o saber (experiência) intrínseco! Atrevido, glosa e goza…fazendo-nos também gozar pela estética ousada ao desviar a cortina do pecado.
O leitor extasiar-se-á ou simplesmente lambuzar-se-á, porque, como nos diz o próprio Zé Albano “até os bichinhos gostam”.
Realça-se a sua arte, o seu engenho, sem pornográficas e disfémicas abordagens. Sugestão da vontade, renovada, sempre moderna e reiterada, quase vernácula, à maneira de Bocage.
Zé Albano alia também o Humor a esta poesis do ardente sexual mostrando-nos a nua FELICIDADE, na interacção com a criatividade!
Fluidez da sinestesia, líquida expressão do Amor sensual Português…
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