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Xavier Zarco

Notas biobibliográficas

Xavier  Zarco XAVIER ZARCO: pseudónimo literário de Pedro Manuel Martins Baptista, nasceu em Coimbra em 1968.
Estreou-se literariamente com a publicação de “O Livro dos Murmúrios” em 1998.

A sua obra tem sido distinguida com diversos prémios, entre os quais, o Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá, em 2004 e 2007, com “O Guardador das Águas” e “Variações sobre tema de Vítor Matos e Sá: Invenção de Eros”, respectivamente; o Prémio de Poesia do Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage, em 2005, com “O Fogo A Cinza; O Prémio de Poesia Raúl de Carvalho, em 2005, com “O Livro do Regresso”; ou o Prémio Literário da Lusofonia, em 2007, com “Nove Ciclos para um Poema”.

Sob a chancela da edium editores encontram-se publicados os títulos “Variações sobre tema de Vítor Matos e Sá: Invenção de Eros”, 2007, “O Livro do Regresso”, 2008 e “Nove Ciclos para um Poema”, 2008. Estão no prelo a edição de “Monte Maior sobre o Mondego” e a obra em parceria com o poeta José Félix “Lições de Eros / Lições de Thanatos” incluida na colecção versoREverso, edições ambas da edium editores.

Participou como co-autor nas antologias editadas pela edium “I Antologia Amante das Leituras”, 2007 e “Antologia edium de Natal, 2007″. Traduziu o poeta argentino Carlos Alberto Roldán, na publicação da edium editores “Poesia para um mundo desbaratado”.

Obra publicada:

Livros de Poesia:

Livro em parceria com o poeta José Félix:

Participou com co-autor nas Antologias:

Traduziu:

  • Poesia para um mundo desbaratado, do poeta Argentino Carlos Alberto Roldán, ed. edium

Obra Publicada pela edium editores

 Variações sobre tema de Vítor Matos e Sá: a invenção de Eros Autor: Xavier Zarco Colecção: Poesia        O livro do regresso Autor: Xavier Zarco Colecção: Poesia         Nove Ciclos para um Poema Autor: Xavier Zarco Colecção: Poesia 

Variações sobre tema de
Vítor Matos e Sá: a invenção de Eros 

Colecção: Poesia 

O livro do regresso
Colecção: Poesia 

Nove Ciclos para um Poema
Colecção: Poesia 

Natal edium 2007         Antologia poética, Amante das Leituras, 2007, edição edium      Lições de Eros - Lições de Thanatos Autor: José Félix e Xavier Zarco Colecção: Poesia

Natal edium 2007
Colecção: Antologias

Amante das Leituras 2007
Colecção: Antologias 

Lições de Eros/Lições de Thanatos
Colecção: Poesia 

Vídeos sobre o autor:

Referências ao autor na inprensa:

Fernando Guimarães, in Crónica de Poesia, Jornal de Letras em 31 de Janeiro de 2008.

O livro de Xavier Zarco, que desde 1998 publicou vários outros, intitula-se Variações sobre tema de Vítor Matos e Sá: Invenção de Eros, tendo precisamente obtido o prémio literário Vítor Matos e Sá que a Faculdade de Letras de Coimbra promove. Neste livro, em 22 poemas, são utilizados destacadamente pequenas frases que reunidas configuram um poema de Vítor Matos e Sá, um poeta também dos anos 50 cuja obra foi não há muito tempo reeditada (Poesias de Vítor Matos e Sá, edição de Ana Paula C. Mendes, ed. Campo das Letras.)

A poesia de Vítor Matos e Sá firma-se através de um lirismo reflexivo, densamente expressivo mediante o recurso a uma construção metaforizante forte. Ora é este tipo de expressão que no livro de Xavier Zarco – o qual, pelo título, poderia sugerir um desenvolvimento que decaísse na paráfrase – se encontra de todo ausente, pelo modo como privilegia uma voz que lhe é própria, contrastando com aquela que serviu de ponto de partida. Há, neste livro, a procura de uma linguagem que se torna quase elementar como se vê aqui:

Aproximei-me da raiz
das palavras e dos gestos
quando colhi das horas

os instantes

em que os olhos dizem
o que a boca silencia.

Leia-se ainda este outro poema:

Uma voz no refúgio do ventre
de um búzio,

reclama por mim

como se cativa
a minha face fosse
desse nome. 

No Artes e Letras, Fevereiro de 1997

O corpo e a letra deste Autor são um “vaso onde as vozes se entregam ao desejo de voar”. Para Xavier Zarco, efectivamente, fazer Poesia é escrever “o murmúrio do vento no dorso alado dos cavalos do verso”. Amada, alada, e aureolada lição, murmurar ou ler este livro é dar asas ao dervixe e à dança que existe no cosmos.  

Del Schimmelpfeng, em 24 de Janeiro de 2007

Por certo, em alguns momentos – talvez nem sejam tão raros! – somos tomados por uma avassaladora inveja de textos alheios, como se deles quiséssemos usurpar a autoria, transformando-os em pedaços de nós mesmos, rebentos extemporâneos daquele brilho de imaginação que, por algum inexplicável motivo do qual não nos apercebemos, foge-nos naquele exato instante em que pretendíamos – oh, doce inocência! – coagulá-los na virgem folha de papel… Uma inveja saudável, creio eu.
Afinal, na medida em que reconhecemos no texto do outro valores que gostaríamos fossem nossos, tal fato, de alguma maneira, servirá como força motriz ensejadora de uma busca incansável da superação daquilo que entendemos, no momento, como limite.


Ora, se o outro fez, também podemos fazer, não é lógico? Nem sempre. Mas não há como negar que funciona inequivocamente como mola propulsora da imaginação e, quando bem trabalhada, pode gerar belos frutos… Devo confessar que sou tomado, inteiramente, por essa sensação ao ler a poesia e a prosa de Xavier Zarco. E, confesso, não há como não sê-lo, uma vez que, na integralidade do seu texto, paira uma perfeição orgânica, viva, pulsante, que se recria e se avoluma em cada palavra que, volátil, ganha vestimenta diversa, variando conforme sopram os ventos imantados de suas metáforas iluminadas…

Há, sem dúvida alguma, um liame mágico entre o autor e aquele que o compartilha, gerando vasta energia criadora que se espraia e transpassa o brilho do que se pretendeu, revelando uma diversidade de caminhos que, antes, cegos e insensíveis, não havíamos tido a oportunidade de experimentar. Um fruto que, apesar da aparência indevassável, mostra-se extremamente suculento… Causa-me assombro tamanha produção!

Incessante, viril, devastadoramente bela. É como se ele próprio fosse feito das palavras que reinventa, um ser etéreo amalgamado em poesia, que exala e transpira encantamento e que reveste o papel, antes límpido e sem graça, com a suavidade delirante da criação literária…

Tive o prazer e a honra de guarnecer seus versos com meus traços amadores, porém esforçados. Na verdade, nem conseguia imaginar que minhas ilustrações pudessem, algum dia, atravessar o oceano como imagens decompostas em bits navegando por cabos óticos, em ondas faiscantes… Algo tão louco e, na mesma medida, instigante.

O primeiro deles foi o delicado “O Guardador da Águas”, Prêmio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2004, organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O convite, inesperado, foi-me feito por Xavier Zarco através de e-mail – bendita tecnologia! – e aceito de pronto, no que pese aquele friozinho na espinha que sentimos quando mergulhamos em algo desconhecido. E, de fato, ilustrar a capa de um livro premiado de um poeta d´além mar era vôo que jamais havia pensado alçar…
Depois surgiu o convite para “O Livro do Regresso” (Prémio de Poesia Raúl de Carvalho – 2005, promovido pela Câmara Municipal do Alvito). Esse ainda ficará em suspense… E, por fim, “Variações sobre tema de Vítor Matos e Sá: Invenção de Eros”, que foi distinguido com o Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá – 2007, certame organizado pelo Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Tentei dar, em todos eles, na medida das minhas possibilidades, as cores e a forma que imaginei ao penetrar no mundo do poeta.
Deparei-me, nessa viagem, com um universo fantástico, onde as palavras – todas elas! – restam impregnadas de significados novos e surpreendentes. Palavras que, justapostas na medida certa, trazem a esperança de que tudo AINDA pode dar certo e que essa é uma vida que – felizmente e com poesia! – vale a pena ser vivida…